quarta-feira, 27 de julho de 2011





Amor,

Comprei um vestido novo. (Nada como quem trabalha!)
O tecido é tão fino, parece que estou sem roupa.

E onde está você para apreciá-lo, com teus mil beijinhos no pescoço ?
Eu aqui linda, só para te agradar...

E você, nada? Já não me quer?

Não te emocionam as coxas mais frescas e lisas que o vestido?
Já não te apetece sopesar na concha da mão o seio do biquinho ereto assim a ponta fina de uma caneta BIC?
Não te comove a lua bochechuda da minha bundinha empinada?
Covarde! Ingrato! Soberbo!
Não sabe o que está perdendo...
Só me ver neste vestidinho faria vc açular a fogosa matilha dos teus vícios mais perversos.
E desmaiaria entre ais ao simples roçar do precioso tecido.

Já serpenteio o strip da Virgem Prometida ao Minotauro - e tudo mostro sem nada tirar.
Requebrando no salto agulha, assim gostosa, frente a atrás, se você pedisse.

Mas não pede... Me esqueceu para sempre?
Pra você já não existo?

E a delícia única de ouvir: Aí, putinha, de você eu quero tudo!
Você deixa, meu amor? Só prá mim, você deixa? Tudo?

(...)

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